Movendo Atitudes

Calendário de Eventos

Março 2019
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
        1 2 3
4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17
18 19 20 21 22 23 24
25 26 27 28 29 30 31

Inventividade

Mar Santiago

Mar Santiago

Mar Santiago

 

 

Nome: Marcela Cabral da Silva
Idade: 23 anos
Profissão/formação: Atriz, Arte Educadora e Pesquisadora de Danças Populares. Formação de palhaços para jovens dos doutores da alegria/turma 4
Hobby: Dormir nos dias possíveis
O que move o mundo para você? Redescobrir as delicadezas da selva de concreto.

 


Movendo Atitudes: Como foi seu primeiro contato com as artes cênicas e a dança?

Marcela: Meu primeiro contato com as artes cênicas foi aos 12 anos em uma oficina de Iniciação teatral em Diadema no ano de 2002. Meu contato de fato com a dança veio em 2010 na entrada para Cia As Margaridas.

MA: Você se formou em 2011 em palhaço pelos Doutores da Alegria. O que te levou a buscar essa formação? Como foi o processo?

M: Me formei em 2011, o que me moveu foi perceber que a minha cidade de origem; não tinha cursos mais palpáveis de crescimento para os artistas da cidade. O processo pessoalmente e enquanto artista mudou toda a minha visão do que é escolher ser artista como oficio, fiquei afastada de Diadema por dois anos de formação. Achei essencial isso para ampliar conhecimento.

MA: Como é ser um Doutor da Alegria? Qual a diferença em relação a um palhaço comum?

M: Na verdade não sou Doutora da Alegria, apenas ex-aluna não fazemos a formação para ir em hospital, é uma formação acadêmica. A diferença que se tem na arte de  estudar o para textopalhaço lá é porque trabalhamos muito com a delicadeza do palhaço, por conta da base dos doutores ser hospital, esse lado delicado da máscara tem que se ter pois se está muito próximo do adulto e da criança. O palhaço surgiu como o avesso da sociedade, para vermos o que não queremos e muitas vezes o que não conseguimos ver.

MA: O que leva você a pesquisar as linguagens do palhaço e danças populares? Tem por principio algum objetivo definido para começar a pesquisar?

M: O palhaço surgiu, nunca pensei em estudar a mascara, isso também aconteceu com as danças populares. Hoje tenho como principio que todo artista tem que ser hibrido, passar por todas as vertentes dança, teatro, música e artes plásticas. Tenho em parceria como uma amiga minha da minha formação pesquisar um número do corpo cômico viés da dança. E com a Cia As Margaridas, estamos em pesquisa do nosso novo espetáculo “Da Pisada a Toada"

MA: Quais são as referências para o trabalho de pesquisa?

M: Referente ao número de comicidade do corpo alguns que fazem parte são Buster Keaton e os próprios Trapalhões isso como referência do palhaço. Da dança o grupo Corpo, que pesquisa muito esse corpo elástico desengonçado fora dos padrões.

MA: Como integrante da Cia das Margaridas que aborda o diálogo entre teatro, dança e música. De que forma enxerga o cenário paulista para grupos/núcleos como o seu?

M: Hoje em 2012 já está mais aceito do que quando comecei, os grupos de teatro voltaram nesse hibridismo de linguagens. Aliás, para o grupo ser o mais autônomo possível se faz tudo como interprete, é uma forma de sustentabilidade do grupo. Isso em muitos editais determina a escolha ou não, um exemplo de um grupo que assim há muitos anos é o grupo Galpão. São mineiros, mas serviram de inspiração para muito outros aqui no cenário teatral paulistano.

MA: Você já enfrentou alguma dificuldade/preconceito no meio? O que te faz seguir adiante?

M: Enfrentamos isso diariamente, o que me faz seguir adiante é ver a estrada que estou construindo com meu trabalho. Os convites e referências que fazem sobre a Marcela como artista.

MA: Você acredita na arte-educação como ferramenta de transformação? Como enxerga esse trabalho?

M: Sim. Sou arte educadora dou aula em três lugares distintos. Enxergo um trabalho em mutação que as pessoas confundem ainda muito, a educação está devastada. A arte pode auxiliar e muito na transformação, mas não fazer milagres, se os professores da educação não forem valorizados.

MA: Tendo várias formações relacionadas a teatro e dança, em diferentes instituições. Quais são seus planos para o futuro?

M: Fazer faculdade de dança ou um técnico, mais algum curso de dramaturgia, estudar música e outro curso de comicidade para auxiliar a máscara do palhaço.

MA: Que dica você daria para quem deseja seguir a carreira artística?

M: Estudar! Não teria possibilidade de estar minimamente onde estou, com essa idade se não tivesse estudado. Não existe artista sem estudar a fundo sobre seu oficio. É como um médico é a mesma coisa, só se muda as ferramentas de trabalho.

Conheça o trabalho da Marcela na Cia das Margaridas.

 

Voltar

Comentários (0)

500 caracteres restantes

Cancel or